quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Um outro caminho

Por Alex Fisberg

Bastante estranho se deparar com uma série de textos densos e bastante profundos sobre questôes de política das quais eu nao necessariamente domino ou possuo grandes interesses. O desinteresse pela política é uma questao pessoal minha, mas vejo que cada vez mais isto vem se tornando quase um movimento social de oposição.
Não é que eu nao acredite na política, mas acho que a forma política vigente dentro do sistema atual, é falha desde sua composição. Uma sociedade que prega o individualismo, o acúmulo de bens e riquezas baseia a maioria de suas relações através de interesses comerciais esta fadada a não levar a discussão política de um bem-estar social uniforme e igualitário de maneira convicta.
Não vou entrar por enquanto nos méritos que levam o capitalismo financeiro ou comercial a exigirem as divisôes de classes para o plenos funcionamento de sua estrutura, mas acredito que se é necessario agora começar a discutir um pouco mais de futuro e um pouco menos de passado. Com certeza temos muito a extrair do presente e passado político para planejarmos um futuro, mas aacredito estarmos inconscientemente adiando nossas funções dentro do planejamento de uma nova forma de organização política.
Este comentário nao tem de maneira alguma a proposta de ser uma afronta, mas sim uma tentativa de estabelecer um diàlogo dinâmico visando a construção de algo novo, prático e efetivo. Estou de fato cansado de ser alienado a maior parte da produção cultural, política e social pela descrença da identidade e autoria real desses produtos.
produtos(?) isso é tema pra uma discussão à parte

4 comentários:

Vai Levando... disse...

Por Ana Fisch

Do meu ponto de vista, criar algo novo, efetivo, debater o futuro, criticar a política é FAZER política.
A sua visão, inconscientemente, aparece com um caráter altamente e positivamente político.
Que bom. E concordo que sempre voltamos ao século XIX do Marx, onde as classe sociais eram perfeitamente visiveis e segregadas (somente o proletário e o burguês), para propor algo novo.
Ah, como eu queria que nascesse um Marx do século XXI.

Vai Levando... disse...

A idéia é exatamente essa, política ao meu ver se entende por discussão, debate, reflexão e ação. A minha crítica é a ineficiência da maneira como vem sendo feita essa política. Á idéia nao é destrutiva ou pessimista, mas sim a posição que acredito é a de mudança efetiva.
(eu posso comentar op meu próprio??)?

João Villaverde disse...

A política nos termos propostos é o a aplicação universal do termo, desde Política - forma de agrupamento ideológico representativo da sociedade - até política (com "p" minúsculo) - ação ou prática de idéias ou planos, como as políticas públicas.
Acho que o momento seria de ação. Independentemente do modelo, liberal, socialista, anarquista, comunista ou keynesiano. Deve-se encarar os problemas e as questões de maneiras práticas, discutindo soluções sem se prender aos livros de teoria ou as planilhas econômicas.
Ótimo blog, abraços

Vai Levando... disse...

Por Fábio Zuker

João, concordo plenamente com a sua posição, mas acho necessário o conhecimento teórico, olhado com certo criticismo, e não com idealismo, seguindo mais ou menos a filosofia da razoabilidade, faz sentido?
Mas o intuíto do meu comentário é agradecer a sua participação, e, em nome de nós 4, apresentar nosso convite para que, sempre que quiser, sinta-se a vontade para comentar nossos textos e divulgar o blog.
Queremos unicamente o bem estar social, nada melhor do que as discussões e ações, atingindo o maior número de pessoas possíveis, para atingir nossos fins.

Obrigado