Por: Dany Simon
Olá a todos. Depois de algum tempo, cá estou eu de volta.
Recentemente, um fato que foi muito comentado pela mídia afora foi o julgamento pelo Senado de seu presidente, o senhor Renan Calheiros (PMDB, base aliada do governo). Sua integridade política foi posta em jogo devido a algumas acusações gravíssimas contra a sua pessoa, com base em provas contundentes e mesmo confissões do próprio. Nada mais justo que passar por um ato democrático para saber da sua continuidade quanto representante de um órgão tão importante quanto o que presidia.
Este é o problema.
Como é sabido, numa sessão foi decidida a não cassação deste senhor através do voto secreto. Senadores eleitos pela nação brasileira, um povo tão politizado, que representam veementemente nossos interesses, tomando decisões sem nos prestar contas? E se o senador que eu confiei meu voto por dizer representar meus interesses, numa eleição secreta, vota contra meus interesses por um dinheirinho no bolso ou por precisar prestar favores a outrem, qual é a base deste sistema político? Parafraseando Raymundo Faoro, pode-se afirmar que vivemos numa “democracia sem povo”.
Questiono-me diariamente da real importância do povo nas tomadas de decisão oriundas principalmente de Brasília. Será que o povo (entenda o sentido literal da palavra) tem alguma relevância além de receber cestas básicas e algumas obras em época de eleições, para manter a corja que se mantém no poder e manter a alta popularidade do sapo barbudo? Será que não tem algo de errado? Será que sou eu que estou ficando louco? (OK, uma resposta não exclui a outra.) Ao que me consta, o governo se sustenta com base na falta de informação e na ignorância do povo.
Acho que ouvindo minhas preces, começou-se a cogitar o fim das votações secretas. Ponto para o avanço político que tanto torcemos para que ocorra no Brasil. Ponto positivo, mas ainda continuamos com outro problema, a velha impunidade. Ah, essa é melhor deixar de lado, afinal, somos brasileiros e sempre damos nosso jeitinho para resolver nosso problemas, certo? Nós, os cidadãos, ou nós, a elite branca, dita perversa pelo ex-governador Cláudio Lembo?
Numa entrevista dada à revista Carta Capital, Ciro Gomes (PSB, tido como futuro candidato à presidência do bloquinho, coligação composta por PSB, PDT e PC do B), ao ser questionado sobre as diferenças ideológicas no âmbito das alianças políticas, respondeu sucintamente: “ideologia é o de menos”. Isso mesmo, os partidos não representam ideologia alguma, e sim interesses. Muito bem constatado, senhor deputado.
Finalizo com alguns dizeres de J. R. Guzzo, num artigo na revista Exame. “Mas o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é provavelmente o primeiro que tomou, de forma deliberada e consciente, a decisão política e estratégica de jogar todas as suas fichas no apoio à corrupção e na defesa da impunidade para os que se envolvem em problemas com o Código Penal, desde que façam parte de seus quadros ou sejam aliados”.
A ser pensado.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Outra visão
Por Alex Fisberg (sobre comentário do texto anterior)
Não acredito viver em um mundo de descontentamento. Não sou pessimista, muito menos derrotista. Acredito que estamos no meio de um processo de algo maior, melhor. Se tomarmos uma postura negativista para encarar os fatos, atrairemos consequentemente novas ações negativas. Se vemos algo errado e ficamos extremamente putos, chateados, tristes, nervosos e só, estamos naturalmente tomando uma postura de neutralidade, e como já citado, a neutralidade é a aceitação do status quo, ou seja, das coisas como elas estão.
Não acho que vivemos em uma sociedade com perdas de valores e princípios, mas sim estamos em fase de mudança de valores e ao mesmo tempo criação de novos princípios. Não podemos aceitar os mesmos valores que nosso antepassados possuíam (excetuando é claro questões morais e éticas de sustentabilidade da sociedade como nos propomos a crer). É fase de definirmos bem o que nos é aceitável e o que não nos é. E se a atitude do Lula não corresponde às nossas expectativas, não só julguemos ele de maneira pública e política, como também tomemos a ação que achamos correta em nossas vidas em situações parecidas.
Se eu vou pra Europa e admiro lá que todos os carros param para os pedestres na rua, que eu volte para o Brasil e pare para todos os pedestres da rua. Nossas atitudes individuais no dia a dia é que mudam a sociedade aos poucos. Ingrato? Acredito que muito se você espera um resultado externo. Mas se você satisfizer sua idéia de um caminho humano, tenha certeza que terá muitos seguidores, afinal, a definição de líder pressupõe seguidores voluntários e isso você só alcança sendo sincero em suas atitudes.
OBS: eu repudio de toda forma a declaração do Lula e vejo-a como um absurdo sem tamanho, mas procuro enxergar o que nós temos a fazer quanto a isso, não só por manifestações políticas, mas também sociais.
Anexo um texto muito interessante publicado na Veja de 31 de janeiro de 2007 pela escritora Lya Luft. Este texto habita a minha escrivaninha (por falta de um lugar mais adequado)desde que o recebi dos pais de uma colega minha que faleceu. Tomei a liberdade de destacar alguns pontos...
O belo e o bom
Por Lya Luft
"Em lugar de nos amargurarmos pela
loucura, podridão e injustiça, podemos
abrir mais espaço para o bom e o belo,
que afinal existem"
Já escrevi e repito que nestes dias adormecemos satisfeitos quando podemos dizer: meu avião atrasou só quatro horas, que sorte. Só roubaram meu carro, não me mataram, então viva o progresso, somos um país civilizado. Eu acho que estamos doentes e confusos. Por exemplo, agora em alguns lugares começa a haver autoridade e liderança positiva: a polícia age com mais rigor, e na luta eventualmente fere ou mata bandidos e assassinos. Nada mais justo. Porque nós os cidadãos comuns nos cansamos de ser caçados pelos marginais feito bichos desprotegidos. Porém, há quem reclame: os policiais deviam ser menos ferozes, deviam ao menos cuidar do lugar onde vão atingir os facínoras: quem sabe um tiro no braço ou no pé? Tive de reler a notícia: estão brincando conosco? Imaginei o pobre policial com revolverzinho velho, mirando no bandidão armado com fuzil de última geração e carrão importado e pedindo: licença, moço, vou dar só um tirinho no seu pé.
O banditismo floresceu por falta de autoridade e ordem, mas receio que agora qualquer rigor seja objeto de clamor dos defensores dos direitos da bandidagem, que deveriam era cuidar das vítimas. Entre outras coisas, fazer votar com máxima urgência uma lei que responsabilizasse por seus crimes jovens malfeitores de 16 anos ou menos, freqüentemente verdadeiros monstros morais.
Pontes caem, obras monumentais desabam, correm anúncios de culpas, desculpas, culpados fictícios. Os verdadeiros causadores se escondem, apontando uns para os outros: foi ele, foi ele! Não foi ninguém, nem foi o descaso: foi o acaso, ora bolas! Como em geral neste país, ninguém vai encontrar responsáveis, ou todos serão absolvidos – quem sabe eleitos deputados ou senadores numa próxima eleição. Saímos do público para o privado, e o espetáculo continua. O mal viceja não apenas nas ruas e no campo, não apenas sitiando nossas casas e comprovando nossa vulnerabilidade, mas na violência pessoal da infâmia, da mentira, da injustiça e do abuso em todas as formas. TALVEZ ESTEJAMOS MESMO É MUITO LOUCOS. Quando não conseguimos entender o que acontece e sentimos medo – seja da maldade humana, seja da precariedade das instituições, seja pelo nosso decorrente desamparo –, o perigo é deixar que a ira ou a descrença nos contaminem.
Se não podemos mudar o mundo, interminável trabalho de formiguinha, resta nos abrir para o que existe e sempre existirá de positivo: os verdadeiros amores, que não se baseiam em vantagens, mas em ternura e respeito; as verdadeiras amizades, que não se contam pelos dias convividos, mas pela certeza de que o outro está sempre ali; as verdadeiras famílias, em que apesar das diferenças imperam a confiança e a alegria.
-Sempre que alguém quer e realiza o mal do outro, alguma coisa no mundo se desestrutura-; toda ação ou palavra perversa, toda injustiça é um crime contra a natureza mais ampla, que nos inclui, a nós, seres humanos vulneráveis e grandiosos, patéticos e dignos – tudo isso por sermos apenas humanos.
A tragédia da humanidade não reside só nas guerras, na corrupção, na destruição do ambiente, enquanto a velha mãe natureza geme e reclama e começa a se mostrar faminta de vidas. Está no cotidiano minúsculo de cada um de nós, que corremos na superfície da verdadeira vida, obcecados por deveres insensatos, corroídos de inveja e desejo de aniquilação, distantes das coisas essenciais – pobres de afeto, despidos de alegria.
Lembro a história da filha adolescente de um amigo que, rejeitada pelo namorado, passou uns dias em profunda tristeza, mas de repente apareceu na sala, perfumada, olhos brilhantes, pronta para sair. O pai interroga: "Ué, filha, voltou com seu namorado?". Resposta de inesquecível sabedoria: "Não, pai, eu vou me vingar sendo feliz".
Talvez seja uma saída. NÃO PODEMOS MUDAR O MUNDO, MAS PODEMOS MUDAR A NOSSA POSTURA NO MUNDO. Em lugar de nos amargurarmos pela loucura, podridão e injustiça, podemos abrir mais espaço, ou algum espaço, para o bom e o belo, que afinal existem. Tentar curtir a natureza, saborear a arte, atender os necessitados, preparar crianças e jovens para a vida, cultivar harmonia na família, olhar para dentro de nós mesmos e nos escutar. É um bom começo. Olhar o mar ou o amanhecer, que são de graça e nos dão a sensação de que afinal nossas misérias são apenas misérias e que o grande drama é ter a alma mutilada pela amargura.
OBS2: meus destques foram feitos no Word e tive dificuldade de passa-los para o blog, espero que fiquem claros.
Não acredito viver em um mundo de descontentamento. Não sou pessimista, muito menos derrotista. Acredito que estamos no meio de um processo de algo maior, melhor. Se tomarmos uma postura negativista para encarar os fatos, atrairemos consequentemente novas ações negativas. Se vemos algo errado e ficamos extremamente putos, chateados, tristes, nervosos e só, estamos naturalmente tomando uma postura de neutralidade, e como já citado, a neutralidade é a aceitação do status quo, ou seja, das coisas como elas estão.
Não acho que vivemos em uma sociedade com perdas de valores e princípios, mas sim estamos em fase de mudança de valores e ao mesmo tempo criação de novos princípios. Não podemos aceitar os mesmos valores que nosso antepassados possuíam (excetuando é claro questões morais e éticas de sustentabilidade da sociedade como nos propomos a crer). É fase de definirmos bem o que nos é aceitável e o que não nos é. E se a atitude do Lula não corresponde às nossas expectativas, não só julguemos ele de maneira pública e política, como também tomemos a ação que achamos correta em nossas vidas em situações parecidas.
Se eu vou pra Europa e admiro lá que todos os carros param para os pedestres na rua, que eu volte para o Brasil e pare para todos os pedestres da rua. Nossas atitudes individuais no dia a dia é que mudam a sociedade aos poucos. Ingrato? Acredito que muito se você espera um resultado externo. Mas se você satisfizer sua idéia de um caminho humano, tenha certeza que terá muitos seguidores, afinal, a definição de líder pressupõe seguidores voluntários e isso você só alcança sendo sincero em suas atitudes.
OBS: eu repudio de toda forma a declaração do Lula e vejo-a como um absurdo sem tamanho, mas procuro enxergar o que nós temos a fazer quanto a isso, não só por manifestações políticas, mas também sociais.
Anexo um texto muito interessante publicado na Veja de 31 de janeiro de 2007 pela escritora Lya Luft. Este texto habita a minha escrivaninha (por falta de um lugar mais adequado)desde que o recebi dos pais de uma colega minha que faleceu. Tomei a liberdade de destacar alguns pontos...
O belo e o bom
Por Lya Luft
"Em lugar de nos amargurarmos pela
loucura, podridão e injustiça, podemos
abrir mais espaço para o bom e o belo,
que afinal existem"
Já escrevi e repito que nestes dias adormecemos satisfeitos quando podemos dizer: meu avião atrasou só quatro horas, que sorte. Só roubaram meu carro, não me mataram, então viva o progresso, somos um país civilizado. Eu acho que estamos doentes e confusos. Por exemplo, agora em alguns lugares começa a haver autoridade e liderança positiva: a polícia age com mais rigor, e na luta eventualmente fere ou mata bandidos e assassinos. Nada mais justo. Porque nós os cidadãos comuns nos cansamos de ser caçados pelos marginais feito bichos desprotegidos. Porém, há quem reclame: os policiais deviam ser menos ferozes, deviam ao menos cuidar do lugar onde vão atingir os facínoras: quem sabe um tiro no braço ou no pé? Tive de reler a notícia: estão brincando conosco? Imaginei o pobre policial com revolverzinho velho, mirando no bandidão armado com fuzil de última geração e carrão importado e pedindo: licença, moço, vou dar só um tirinho no seu pé.
O banditismo floresceu por falta de autoridade e ordem, mas receio que agora qualquer rigor seja objeto de clamor dos defensores dos direitos da bandidagem, que deveriam era cuidar das vítimas. Entre outras coisas, fazer votar com máxima urgência uma lei que responsabilizasse por seus crimes jovens malfeitores de 16 anos ou menos, freqüentemente verdadeiros monstros morais.
Pontes caem, obras monumentais desabam, correm anúncios de culpas, desculpas, culpados fictícios. Os verdadeiros causadores se escondem, apontando uns para os outros: foi ele, foi ele! Não foi ninguém, nem foi o descaso: foi o acaso, ora bolas! Como em geral neste país, ninguém vai encontrar responsáveis, ou todos serão absolvidos – quem sabe eleitos deputados ou senadores numa próxima eleição. Saímos do público para o privado, e o espetáculo continua. O mal viceja não apenas nas ruas e no campo, não apenas sitiando nossas casas e comprovando nossa vulnerabilidade, mas na violência pessoal da infâmia, da mentira, da injustiça e do abuso em todas as formas. TALVEZ ESTEJAMOS MESMO É MUITO LOUCOS. Quando não conseguimos entender o que acontece e sentimos medo – seja da maldade humana, seja da precariedade das instituições, seja pelo nosso decorrente desamparo –, o perigo é deixar que a ira ou a descrença nos contaminem.
Se não podemos mudar o mundo, interminável trabalho de formiguinha, resta nos abrir para o que existe e sempre existirá de positivo: os verdadeiros amores, que não se baseiam em vantagens, mas em ternura e respeito; as verdadeiras amizades, que não se contam pelos dias convividos, mas pela certeza de que o outro está sempre ali; as verdadeiras famílias, em que apesar das diferenças imperam a confiança e a alegria.
-Sempre que alguém quer e realiza o mal do outro, alguma coisa no mundo se desestrutura-; toda ação ou palavra perversa, toda injustiça é um crime contra a natureza mais ampla, que nos inclui, a nós, seres humanos vulneráveis e grandiosos, patéticos e dignos – tudo isso por sermos apenas humanos.
A tragédia da humanidade não reside só nas guerras, na corrupção, na destruição do ambiente, enquanto a velha mãe natureza geme e reclama e começa a se mostrar faminta de vidas. Está no cotidiano minúsculo de cada um de nós, que corremos na superfície da verdadeira vida, obcecados por deveres insensatos, corroídos de inveja e desejo de aniquilação, distantes das coisas essenciais – pobres de afeto, despidos de alegria.
Lembro a história da filha adolescente de um amigo que, rejeitada pelo namorado, passou uns dias em profunda tristeza, mas de repente apareceu na sala, perfumada, olhos brilhantes, pronta para sair. O pai interroga: "Ué, filha, voltou com seu namorado?". Resposta de inesquecível sabedoria: "Não, pai, eu vou me vingar sendo feliz".
Talvez seja uma saída. NÃO PODEMOS MUDAR O MUNDO, MAS PODEMOS MUDAR A NOSSA POSTURA NO MUNDO. Em lugar de nos amargurarmos pela loucura, podridão e injustiça, podemos abrir mais espaço, ou algum espaço, para o bom e o belo, que afinal existem. Tentar curtir a natureza, saborear a arte, atender os necessitados, preparar crianças e jovens para a vida, cultivar harmonia na família, olhar para dentro de nós mesmos e nos escutar. É um bom começo. Olhar o mar ou o amanhecer, que são de graça e nos dão a sensação de que afinal nossas misérias são apenas misérias e que o grande drama é ter a alma mutilada pela amargura.
OBS2: meus destques foram feitos no Word e tive dificuldade de passa-los para o blog, espero que fiquem claros.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Sábio Clóvis Róssi
Por: Dany Simon
Já vinha frisando.
Leia o texto de hoje, 18/09/07, de Clóvis Róssi, publicado na Folha de São Paulo:
CLÓVIS ROSSI
Bye, bye, princípios
MADRI - Luiz Inácio Lula da Silva, eterno candidato, era eternamente contra a CPMF, como ele admite. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, é a favor da CPMF.
Por que mudou, mudou por quê? "Você não governa com principismo. Principismo você faz no partido quando pensa que não vai ganhar nunca as eleições. Quando vira governo, governa em função da realidade que tem", respondeu Lula no sábado, afundado no sofá do bar do suntuoso hotel Palace de Madri, onde se hospedou até ontem, quando viajou de volta.
O conceito é de um pragmatismo cru. Por isso mesmo é também perigoso, muito perigoso. Equivale a criar a figura dos princípios prêt-à-porter. Você vai ao supermercado político, olha os princípios disponíveis e escolhe aqueles que lhe convêm num dado momento.
Quem muda de princípios conforme a posição que ocupa na prática não tem princípios.
É essa, digamos, elasticidade de princípios que acaba criando o pântano que vem sendo a política nacional. Bem feitas as contas, é o mesmo princípio, digamos, que explica o mensalão, segundo Lula. Lembra-se da frase "o PT só fez o que todo mundo faz no Brasil"? Pois é. Enquanto era oposição, o PT era contra, "por princípio", qualquer esquema parecido com o do mensalão.
Depois que se tornou governo, "governa em função da realidade que tem". Qual é a "realidade que tem"? Segundo Lula, é que todo mundo faz (no caso, faz caixa-dois, o que é crime, convém sempre deixar claro). Então, vão para o saco, como se diz hoje, os princípios do tempo em que o partido "pensava que nunca ia ganhar as eleições".
Locupletemo-nos todos.
No tempo em que não ganhava eleições, o PT teria crucificado qualquer Renan Calheiros por muito menos do que se sabe hoje sobre o Calheiros de verdade. Hoje, bye, bye, principismo.
Já vinha frisando.
Leia o texto de hoje, 18/09/07, de Clóvis Róssi, publicado na Folha de São Paulo:
CLÓVIS ROSSI
Bye, bye, princípios
MADRI - Luiz Inácio Lula da Silva, eterno candidato, era eternamente contra a CPMF, como ele admite. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, é a favor da CPMF.
Por que mudou, mudou por quê? "Você não governa com principismo. Principismo você faz no partido quando pensa que não vai ganhar nunca as eleições. Quando vira governo, governa em função da realidade que tem", respondeu Lula no sábado, afundado no sofá do bar do suntuoso hotel Palace de Madri, onde se hospedou até ontem, quando viajou de volta.
O conceito é de um pragmatismo cru. Por isso mesmo é também perigoso, muito perigoso. Equivale a criar a figura dos princípios prêt-à-porter. Você vai ao supermercado político, olha os princípios disponíveis e escolhe aqueles que lhe convêm num dado momento.
Quem muda de princípios conforme a posição que ocupa na prática não tem princípios.
É essa, digamos, elasticidade de princípios que acaba criando o pântano que vem sendo a política nacional. Bem feitas as contas, é o mesmo princípio, digamos, que explica o mensalão, segundo Lula. Lembra-se da frase "o PT só fez o que todo mundo faz no Brasil"? Pois é. Enquanto era oposição, o PT era contra, "por princípio", qualquer esquema parecido com o do mensalão.
Depois que se tornou governo, "governa em função da realidade que tem". Qual é a "realidade que tem"? Segundo Lula, é que todo mundo faz (no caso, faz caixa-dois, o que é crime, convém sempre deixar claro). Então, vão para o saco, como se diz hoje, os princípios do tempo em que o partido "pensava que nunca ia ganhar as eleições".
Locupletemo-nos todos.
No tempo em que não ganhava eleições, o PT teria crucificado qualquer Renan Calheiros por muito menos do que se sabe hoje sobre o Calheiros de verdade. Hoje, bye, bye, principismo.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Pensamentos do Dia
Por Cícero, (106-43 a.C.), pensador romano:
"Os homens devem fazer somente o que, sendo útil a eles, o seja também aos demais."
Por Castelo, junho de 2005
"A crise é tão grave que Severino Cavalcanti virou sinônimo de honestidade."
"Os homens devem fazer somente o que, sendo útil a eles, o seja também aos demais."
Por Castelo, junho de 2005
"A crise é tão grave que Severino Cavalcanti virou sinônimo de honestidade."
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Foucault e os Políticos Brasileiros
Por Fábio Zuker
Vendo as últimas postagens, comentários e pensamentos,ocorreu-me que estamos indignados com a votação de ontem no Senado, no caso Renan Calheiros, quanto a um dos seus quatro processos (se tem uma boa notícia é que ele aidnda tem mais 300% de chance de ser cassado. Ah, a OAB entrará com um recurso de inconstitucionalidade no regimetno interno do Senado, junto ao STF, para impedir que a cessão seja fechada, pelo menos isso).
Deve-se, tal indignação, em parte, ao fato de sermos jovens, de não estarmos ainda calejados pelas constantes aberrações da Política Nacional. E foi justamente lendo um texto do psicolólogo e filósofo frances Michel Foucault, que eu pensei em relacionar a sua crítica ao panorama político brasileiro. De contuendencia e consonância impecável com o atual momento histórico de VEXAME por qual este país passa.
Escreve Foucault sobre o livro O Príncipe, de Maquiavél, no qual são prescritos de onde surgem os perigos ao Reinado do Príncipe, e como pode este combatê-los. Quanto ao Príncipe, disserta o filósofo francês:
"o príncipe está em relação de singularidade, de exterioridade, de transcendência em relação ao seu principado; recebe o seu principado por herança, por aquisição, por conquista, mas não faz parte dele, lhe é exterior; os laços que o unem ao principado são de violência, de tradição, estabelecidos por tratado com a cumplicidade ou aliança de outros príncipes, laços puramente sintéticos, sem ligação fundamental, essencial, natural e jurídica, entre o príncipe e seu principado."
Senão vejamos. Renan Calheiros, um genoíno descendente das oligarquias nordestinas que sobreviveram a todas as crises pelas quais o país passou. Bem como seus antepassados, que ao Brasil vieram buscar riquezas, explorando assim o povo, Renan o faz no Senado, indubitavelmente utilizando-se do mandato público que lhe foi concedido - para variar a família de Renan, assim como a de ACM e Collor monopoliza a mídia nordestina em seus respectivos estados.
Vejamos o texto supramencionado: "estabelecidos por tratado com a cumplicidade ou aliança de outros príncipes". Se fazer uma votação com voto secreto, e fechada ao público não representa esta tal cumplicidade entre príncipes, não sei o que mais o faz.
Pare. Pense! Não é de se admirar que o Ilustríssimo Presidente do Senado Nacional se encaixa perfeitamente como o objeto/pessoa para o qual o livro de Maquiavel fora escrito?
Mas a filosofia de Maquiavel não foi aceita de maneira pacífica, diversos pensadores o criticaram, e assim escrevem quanto a erronea arte de se governar.
"Enquanto a doutrina do príncipe ou a teoria jurídica do soberano procura incessantemente marcar uma descontinuidade entre o poder do príncipe e as outras formas de poder, as teorias da arte de governar procuram estabelecer uma continuidade, ascendente e descendente."
No livro de Guillaume de La Perriére, um destes críticos a Maquiavel a seguinte afirmação:
"governo é uma correta disposição das coisas de que se assume o encargo para conduzi−las a um fim conveniente".
Sugiro aos nossos políticos que troquem o seu livro de cabeceira. Esta literatura crítica pouco conhecida e explorada parece oferecer uma postura política muito mais benéfica ao bem comum do que a maquiavélica, que assombra, ou ilumina, os sonhos de tantos Calheiros, Jebaralhos, Cavalcantis, Collors...
Vendo as últimas postagens, comentários e pensamentos,ocorreu-me que estamos indignados com a votação de ontem no Senado, no caso Renan Calheiros, quanto a um dos seus quatro processos (se tem uma boa notícia é que ele aidnda tem mais 300% de chance de ser cassado. Ah, a OAB entrará com um recurso de inconstitucionalidade no regimetno interno do Senado, junto ao STF, para impedir que a cessão seja fechada, pelo menos isso).
Deve-se, tal indignação, em parte, ao fato de sermos jovens, de não estarmos ainda calejados pelas constantes aberrações da Política Nacional. E foi justamente lendo um texto do psicolólogo e filósofo frances Michel Foucault, que eu pensei em relacionar a sua crítica ao panorama político brasileiro. De contuendencia e consonância impecável com o atual momento histórico de VEXAME por qual este país passa.
Escreve Foucault sobre o livro O Príncipe, de Maquiavél, no qual são prescritos de onde surgem os perigos ao Reinado do Príncipe, e como pode este combatê-los. Quanto ao Príncipe, disserta o filósofo francês:
"o príncipe está em relação de singularidade, de exterioridade, de transcendência em relação ao seu principado; recebe o seu principado por herança, por aquisição, por conquista, mas não faz parte dele, lhe é exterior; os laços que o unem ao principado são de violência, de tradição, estabelecidos por tratado com a cumplicidade ou aliança de outros príncipes, laços puramente sintéticos, sem ligação fundamental, essencial, natural e jurídica, entre o príncipe e seu principado."
Senão vejamos. Renan Calheiros, um genoíno descendente das oligarquias nordestinas que sobreviveram a todas as crises pelas quais o país passou. Bem como seus antepassados, que ao Brasil vieram buscar riquezas, explorando assim o povo, Renan o faz no Senado, indubitavelmente utilizando-se do mandato público que lhe foi concedido - para variar a família de Renan, assim como a de ACM e Collor monopoliza a mídia nordestina em seus respectivos estados.
Vejamos o texto supramencionado: "estabelecidos por tratado com a cumplicidade ou aliança de outros príncipes". Se fazer uma votação com voto secreto, e fechada ao público não representa esta tal cumplicidade entre príncipes, não sei o que mais o faz.
Pare. Pense! Não é de se admirar que o Ilustríssimo Presidente do Senado Nacional se encaixa perfeitamente como o objeto/pessoa para o qual o livro de Maquiavel fora escrito?
Mas a filosofia de Maquiavel não foi aceita de maneira pacífica, diversos pensadores o criticaram, e assim escrevem quanto a erronea arte de se governar.
"Enquanto a doutrina do príncipe ou a teoria jurídica do soberano procura incessantemente marcar uma descontinuidade entre o poder do príncipe e as outras formas de poder, as teorias da arte de governar procuram estabelecer uma continuidade, ascendente e descendente."
No livro de Guillaume de La Perriére, um destes críticos a Maquiavel a seguinte afirmação:
"governo é uma correta disposição das coisas de que se assume o encargo para conduzi−las a um fim conveniente".
Sugiro aos nossos políticos que troquem o seu livro de cabeceira. Esta literatura crítica pouco conhecida e explorada parece oferecer uma postura política muito mais benéfica ao bem comum do que a maquiavélica, que assombra, ou ilumina, os sonhos de tantos Calheiros, Jebaralhos, Cavalcantis, Collors...
Juventude
Por Ana Fisch
A nossa juventude sempre sonhou em ter a "sua" própria ditadura. Vivemos à mercê do passado de nossos pais, tomando como nossas as lutas que eles ganharam, sofrendo as dores das torturas que eles foram vitimas, chorando as lágrimas que caíram de seus rostos. Nunca nos satisfizemos com os nossos problemas, com os nossos governos, com as nossas causas e ideologias. É claro, não é? Falta à nossa percepção um inimigo comum, daqueles bem estereotipados, visíveis, contra quem possamos latir, rosnar, morder e até arrancar pedaço. A gente queria é poder olhar pro presidente e ter certeza de que ele é o culpado de tudo e de que derrubá-lo salvaria nossos problemas. 'Ah, seu burguês filho da puta, você mesmo, que criou o AI-5, você não vai tirar a minha liberdade! Eu perco minha vida se for necessário para te enfrentar!' Ter isso seria uma delícia... mas nós, atual juventude, não temos isso.
Somos uma juventude dispersa, fútil, desesperada e desesperadora. Alguns de nós, os mais intelectuaizinhos, votam no PSOL e xingam todos que sobem ao poder. Outros votam no PSDB, odeiam o PT, odeiam os mais intelectuaizinhos e acham o Lula ignorante. Alguns votam em quem dá na telha, essa semana eu fui com a cara do Turco Louco, e vai lá e vota nele. São os mais despolitizados que só estão pensando na cervejada do fim de semana. Existem os ecléticos também, que o que mais querem é fumar um banza, mas votam com consciência. Ou os que também querem fumar um banza, mas votam sem nem pensar. Ou os que estudam bem as possibilidade antes de votar, e odeiam o Lula. Enfim, a análise combinatória aqui criaria inúmeras possibilidades de jovens. O ponto é que nos falta um fator de maior identificação que una todo esse povo.
Eu fico horas pensando em como mobilizar a nossa juventude. A forma que acho mais viável é envolver uma oportunidade de estágio, ou um contato interessante, na proposta de mobilização. Os jovens dos dias de hoje querem algumas coisas fundamentais: um bom emprego, uma viagem irada, boas baladas, bastante álcool e algumas drogas. (Sim, eu estou generalizando! Mas a maioria é assim,vai?)
Tá, mas esse não era o ponto da discussão que eu queria entrar. O fato é que nós temos sim um inimigo na nossa frente, que emperra o Brasil, que tira a nossa liberdade, que estraga qualquer sonho que um dia um de nós sonhou. E não é só um inimigo não, são vários! (Talvez esse seja o problema). A impunidade é um dos inimigos, a corrupção é outro. Posso elencar mais alguns, no entanto vejo esses dois como os principais, os líderes. Se eles caírem, os outros se resolverão.
E eu declaro o dia de hoje, 13 de Setembro, como um dia de luto, um dia de parar o que se está fazendo para refletir o que se deveria fazer, um dia para a juventude unir as suas forças e lutar contra esse inimigo comum, que não é o Renan, mas sim a sua impunidade, o sistema político, o que aconteceu como um reflexo do que tem acontecido.
Eu queria sair às ruas, vamos? Somos jovens, não? Se não fossem os caras pintadas o Collor ainda estaria no poder. E tudo começou com uma passeata. Temos que fazer algo! Precisamos! É a nossa chance, como cidadãos, de provar a nossa cidadania.
E se você está inconformado como eu, por favor fique assim! Não tente se conformar com a forma como as coisas funcionam aqui no Brasil, porque isso é impossível. Temos sim que ficar inconformados pois só assim faremos alguma coisa.
A nossa juventude sempre sonhou em ter a "sua" própria ditadura. Vivemos à mercê do passado de nossos pais, tomando como nossas as lutas que eles ganharam, sofrendo as dores das torturas que eles foram vitimas, chorando as lágrimas que caíram de seus rostos. Nunca nos satisfizemos com os nossos problemas, com os nossos governos, com as nossas causas e ideologias. É claro, não é? Falta à nossa percepção um inimigo comum, daqueles bem estereotipados, visíveis, contra quem possamos latir, rosnar, morder e até arrancar pedaço. A gente queria é poder olhar pro presidente e ter certeza de que ele é o culpado de tudo e de que derrubá-lo salvaria nossos problemas. 'Ah, seu burguês filho da puta, você mesmo, que criou o AI-5, você não vai tirar a minha liberdade! Eu perco minha vida se for necessário para te enfrentar!' Ter isso seria uma delícia... mas nós, atual juventude, não temos isso.
Somos uma juventude dispersa, fútil, desesperada e desesperadora. Alguns de nós, os mais intelectuaizinhos, votam no PSOL e xingam todos que sobem ao poder. Outros votam no PSDB, odeiam o PT, odeiam os mais intelectuaizinhos e acham o Lula ignorante. Alguns votam em quem dá na telha, essa semana eu fui com a cara do Turco Louco, e vai lá e vota nele. São os mais despolitizados que só estão pensando na cervejada do fim de semana. Existem os ecléticos também, que o que mais querem é fumar um banza, mas votam com consciência. Ou os que também querem fumar um banza, mas votam sem nem pensar. Ou os que estudam bem as possibilidade antes de votar, e odeiam o Lula. Enfim, a análise combinatória aqui criaria inúmeras possibilidades de jovens. O ponto é que nos falta um fator de maior identificação que una todo esse povo.
Eu fico horas pensando em como mobilizar a nossa juventude. A forma que acho mais viável é envolver uma oportunidade de estágio, ou um contato interessante, na proposta de mobilização. Os jovens dos dias de hoje querem algumas coisas fundamentais: um bom emprego, uma viagem irada, boas baladas, bastante álcool e algumas drogas. (Sim, eu estou generalizando! Mas a maioria é assim,vai?)
Tá, mas esse não era o ponto da discussão que eu queria entrar. O fato é que nós temos sim um inimigo na nossa frente, que emperra o Brasil, que tira a nossa liberdade, que estraga qualquer sonho que um dia um de nós sonhou. E não é só um inimigo não, são vários! (Talvez esse seja o problema). A impunidade é um dos inimigos, a corrupção é outro. Posso elencar mais alguns, no entanto vejo esses dois como os principais, os líderes. Se eles caírem, os outros se resolverão.
E eu declaro o dia de hoje, 13 de Setembro, como um dia de luto, um dia de parar o que se está fazendo para refletir o que se deveria fazer, um dia para a juventude unir as suas forças e lutar contra esse inimigo comum, que não é o Renan, mas sim a sua impunidade, o sistema político, o que aconteceu como um reflexo do que tem acontecido.
Eu queria sair às ruas, vamos? Somos jovens, não? Se não fossem os caras pintadas o Collor ainda estaria no poder. E tudo começou com uma passeata. Temos que fazer algo! Precisamos! É a nossa chance, como cidadãos, de provar a nossa cidadania.
E se você está inconformado como eu, por favor fique assim! Não tente se conformar com a forma como as coisas funcionam aqui no Brasil, porque isso é impossível. Temos sim que ficar inconformados pois só assim faremos alguma coisa.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Pensamento do Dia
Por Celso Ribeiro Bastos, já falecido Jurista brasileiro e cientista político
"Todos aqueles que se omitem estão na realidade colaborando para a manutenção do status quo"
"Todos aqueles que se omitem estão na realidade colaborando para a manutenção do status quo"
Demos então o puntapé inicial
Por Fábio Zuker
O texto anterior trata da questão da despolitização nacional, acompanahada pelas falcatruas congressistas de políticos por nós eleitos e a imobilidade frente a tais abusos. Não obstante, camo atenção ao caso REnan Calheiros. Serei bem direto, a tese que defendo é: "Culpado ou inocente, as conturbações acerca do seu caso atravancam o desenolvimento do país".
Muitos cientistas políticos e entendedores da matéria questionam-se: Qual a verdadeira função do senado? Ora, representar os interesses dos Estados. Mas, o que vemos na prática, consiste em apenas mais um meio burocrático para que sejam promulgadas leis benéficas ao país, isto em nome da prática democrática.
Ora, os processos no qual o Presidente do Senado, o Excelentíssimo Senhor Renan Calheiros, é Réu, são por esta casa julgados. Concomitantemente, centenas de projetos de leis e decisões que objetivam, tal como o fim máximo e supremo do direito, do ordenamento jurídico e do estado (incluindo-se aqui o Senado) a paz, a harmonia e a justiça social, são deixados de lado.
Creio eu, e gostaria de ressaltar que esta é minha opinião própria, que Renan, ao contrário do senso entre os políticos, que renunciam aos mandatos antes da cassação, não perdendo desta maneira seus direitos políticos, tal como o foro privilegiado, preferiu desafiar a justiça, crendo que tudo, ao final, terminaria em Pizza, e ele manter-se-ia na Presidência do Senado.
Sim, manter-se-ia, se a votação do Senado hoje fosse de portas fechadas. MAs, um ministro do STF, que agora o nome não me vem a memória, permitiu, em decisão inédita e sem precedentes, que Deputados, da sorte de Fernando Gabeira, entre outros, em nome da prática democrática, estivessem presentes na sessão. Decisão esta que foi motivo de quebra-pau, no qual o vice presidente do senado, que presidiria a sessão, foi inclusive vítima de golpes de boxe do Deputado Gabeira.
Portanto, consideremos esta decisão do Supremo um passo para a velha e já fatigada de críticas impunidade política nacional. Demos então o PUNTAPÉ INICIAL, mas que seja este na excelentíssima bunda de RENAN!!! Com todos os ares oliguarquicos que esta digna-se a merecer...
O texto anterior trata da questão da despolitização nacional, acompanahada pelas falcatruas congressistas de políticos por nós eleitos e a imobilidade frente a tais abusos. Não obstante, camo atenção ao caso REnan Calheiros. Serei bem direto, a tese que defendo é: "Culpado ou inocente, as conturbações acerca do seu caso atravancam o desenolvimento do país".
Muitos cientistas políticos e entendedores da matéria questionam-se: Qual a verdadeira função do senado? Ora, representar os interesses dos Estados. Mas, o que vemos na prática, consiste em apenas mais um meio burocrático para que sejam promulgadas leis benéficas ao país, isto em nome da prática democrática.
Ora, os processos no qual o Presidente do Senado, o Excelentíssimo Senhor Renan Calheiros, é Réu, são por esta casa julgados. Concomitantemente, centenas de projetos de leis e decisões que objetivam, tal como o fim máximo e supremo do direito, do ordenamento jurídico e do estado (incluindo-se aqui o Senado) a paz, a harmonia e a justiça social, são deixados de lado.
Creio eu, e gostaria de ressaltar que esta é minha opinião própria, que Renan, ao contrário do senso entre os políticos, que renunciam aos mandatos antes da cassação, não perdendo desta maneira seus direitos políticos, tal como o foro privilegiado, preferiu desafiar a justiça, crendo que tudo, ao final, terminaria em Pizza, e ele manter-se-ia na Presidência do Senado.
Sim, manter-se-ia, se a votação do Senado hoje fosse de portas fechadas. MAs, um ministro do STF, que agora o nome não me vem a memória, permitiu, em decisão inédita e sem precedentes, que Deputados, da sorte de Fernando Gabeira, entre outros, em nome da prática democrática, estivessem presentes na sessão. Decisão esta que foi motivo de quebra-pau, no qual o vice presidente do senado, que presidiria a sessão, foi inclusive vítima de golpes de boxe do Deputado Gabeira.
Portanto, consideremos esta decisão do Supremo um passo para a velha e já fatigada de críticas impunidade política nacional. Demos então o PUNTAPÉ INICIAL, mas que seja este na excelentíssima bunda de RENAN!!! Com todos os ares oliguarquicos que esta digna-se a merecer...
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Um pontapé inicial é preciso, ficar parado, não é preciso
Por: Dany Simon
Na capa desta semana, a Carta Capital estampa: “falta provar o mensalão”. Concordo e, até que se prove o contrário, quase todos são inocentes. De fato, houve grande pressão por parte da imprensa para que os 40 acusados se tornassem réus. Mas, e daí? Não é de sua obrigação manifestar-se de acordo com sua opinião? Claro que há a idéia de perseguição esquizofrênica por parte dos governistas. É verdade que durante os governos anteriores a imprensa era mais “light”, mas estes contavam com uma dura oposição, o PT da teoria (hoje está em vigor o da prática, completamente oposto ao que proferia).
Mino Carta, da mesma revista, que apóia o governo Lula, ainda se diz injustiçado pelo fato de só haverem grandes investigações no governo Lula. Novamente fico indignado. Este senhor quer que as investigações comecem quando? Depois do terceiro mandato do ex-pobre metalúrgico, para que continue não sabendo de nada?
Independentemente do que se diga, eu acredito que está havendo uma movimentação política positiva. Não vou me iludir, mas a vejo com base em dois fatos – a publicação de um livro pelo governo, expondo os abusos da ditadura escancarada, “Direito à Memória e à Verdade”, e o julgamento dos mensaleiros que atentaram fortemente contra a democracia, que tanto lutaram – que melhorias no âmbito da transparência política vêm sendo implantadas. Claro que ainda falta apurar muita bandalheira do presente e, principalmente, do passado. Todavia, já é um pontapé inicial, fundamental para qualquer pretensão de mudança.
Quanto a estas mudanças, penso igual ao excelente jornalista Clóvis Rossi: devem surgir com base em movimentos oriundos da sociedade, em que se cobre e se faça pressão nos políticos. Prestação de contas, é exatamente disso que precisamos. Não acho que estes programas sociais que tanto aparecem na mídia são perfeitos. Também não julgo correto saqueá-los, nem tampouco pixá-los, vide artigo de Fábio Zuker.
Alienação política foi o que se viu nas últimas eleições presidenciais. Falta de discussões produtivas, falta de cobrança de um programa de governo coerente, falta de vontade de discutir. Quando se está descontente com algo, ou mesmo desiludido, o pior a fazer é deixar tudo como está. Assim, nada será feito. A não atitude dá força para a situação. Estando descontente com a situação política, ao deixa-lá de lado, os malfeitores mal-intencionados continuarão no poder, e, com mais força ainda. Então, estando descontente, o melhor a ser feito é ir, dar a cara pra bater, batalhar, para assim conquistar algo, para chegar a algum lugar. Se o pontapé inicial não for dado, como raios alguma coisa irá mudar? O conformismo é uma merda, assim como a burrice e falta de informação.
Já dizem os sábios do futebol: “quem não faz, toma”. Como diz Geraldo Vandré: “quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”.
Vem, vamos embora, mas, para o lugar certo, para o meio-de-campo.
Inconformados de todo mundo, uni-vos e mexei-vos as respectivas bundas.
É isso aí minha gente.
Na capa desta semana, a Carta Capital estampa: “falta provar o mensalão”. Concordo e, até que se prove o contrário, quase todos são inocentes. De fato, houve grande pressão por parte da imprensa para que os 40 acusados se tornassem réus. Mas, e daí? Não é de sua obrigação manifestar-se de acordo com sua opinião? Claro que há a idéia de perseguição esquizofrênica por parte dos governistas. É verdade que durante os governos anteriores a imprensa era mais “light”, mas estes contavam com uma dura oposição, o PT da teoria (hoje está em vigor o da prática, completamente oposto ao que proferia).
Mino Carta, da mesma revista, que apóia o governo Lula, ainda se diz injustiçado pelo fato de só haverem grandes investigações no governo Lula. Novamente fico indignado. Este senhor quer que as investigações comecem quando? Depois do terceiro mandato do ex-pobre metalúrgico, para que continue não sabendo de nada?
Independentemente do que se diga, eu acredito que está havendo uma movimentação política positiva. Não vou me iludir, mas a vejo com base em dois fatos – a publicação de um livro pelo governo, expondo os abusos da ditadura escancarada, “Direito à Memória e à Verdade”, e o julgamento dos mensaleiros que atentaram fortemente contra a democracia, que tanto lutaram – que melhorias no âmbito da transparência política vêm sendo implantadas. Claro que ainda falta apurar muita bandalheira do presente e, principalmente, do passado. Todavia, já é um pontapé inicial, fundamental para qualquer pretensão de mudança.
Quanto a estas mudanças, penso igual ao excelente jornalista Clóvis Rossi: devem surgir com base em movimentos oriundos da sociedade, em que se cobre e se faça pressão nos políticos. Prestação de contas, é exatamente disso que precisamos. Não acho que estes programas sociais que tanto aparecem na mídia são perfeitos. Também não julgo correto saqueá-los, nem tampouco pixá-los, vide artigo de Fábio Zuker.
Alienação política foi o que se viu nas últimas eleições presidenciais. Falta de discussões produtivas, falta de cobrança de um programa de governo coerente, falta de vontade de discutir. Quando se está descontente com algo, ou mesmo desiludido, o pior a fazer é deixar tudo como está. Assim, nada será feito. A não atitude dá força para a situação. Estando descontente com a situação política, ao deixa-lá de lado, os malfeitores mal-intencionados continuarão no poder, e, com mais força ainda. Então, estando descontente, o melhor a ser feito é ir, dar a cara pra bater, batalhar, para assim conquistar algo, para chegar a algum lugar. Se o pontapé inicial não for dado, como raios alguma coisa irá mudar? O conformismo é uma merda, assim como a burrice e falta de informação.
Já dizem os sábios do futebol: “quem não faz, toma”. Como diz Geraldo Vandré: “quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”.
Vem, vamos embora, mas, para o lugar certo, para o meio-de-campo.
Inconformados de todo mundo, uni-vos e mexei-vos as respectivas bundas.
É isso aí minha gente.
O avesso do Público
Por Laura Waisbich
São Paulo, grande metrópole, em geografiquês diz-se Megalópole, cidade conurbada, região metropolitana. Tantas alusões, a palavras "Polis", aquela mesma que se insere em Política. Entretanto, São Paulo possui espaços verdadeiramente públicos? E, generalizando, grandes cidades modernas, possuem ainda aquela velha dicotomia entre público e privado? Tendo a achar que não.
Nossa cidade é um amontoado de organismos privados, escassos são os ambientes públicos. Raras são nossas oportunidades de vivenciar um ambiente público. Quem não dá pulos de alegria quando avista uma vaga na rua? Sozinha, sem flanelinhas, nem Zona Azul, nem Estapar. Estranha sensação; estamos a tentar resgatar o caráter público da rua (aquela que é tanto minha, quanto sua, quanto nossa).
Parques são raros. Quando os temos, não somos completamente felizes ( ou tranquilos). Algo em nós não nos deixa sermos seres sociais, aqueles que habitam a polis. A razão é porque desconfiamos de todo e qualquer vizinho. A Pólis moderna, local de falcatruas, roubos, corrupção, homicídios nos convida diariamente a duvidar dela.
De certo que este cenário, nos levaria a um pessimismo sem fim. Então proponhamos outra coisa, se a Metrópole nos faz distantes, porque não darmos nós um primeiro passo. Interagir é sentir-se parte. E enxergar é bem diferente de ver. Abrir os olhos para São Paulo é se envolver novamente em seus rumos. E a política nem sempre é democracia formal representativa. Criticar as autoridades, votar com consciência são atos necessários; mas não exclusivos. Proponho, então, tirar fotos no centro da cidade, pegar uma bicicleta e pedalar, andar a pé, comprar picolé e comer na rua, abrir um livro e ler na praça/no ônibus. Ou então, assistir a um espetáculo gratuito, de preferência ao ar livre ( para sentir aquele cheiro de massa humana, sentir-se parte do abarrotado de gente, viver na pólis).
O público e o privado são conceitos filosóficos, mas são também como os encaramos. Podemos ser habitantes de nossos mundos privados ou podemos nos dar a chance de retornarmos a verdadeira pólis.
São Paulo, grande metrópole, em geografiquês diz-se Megalópole, cidade conurbada, região metropolitana. Tantas alusões, a palavras "Polis", aquela mesma que se insere em Política. Entretanto, São Paulo possui espaços verdadeiramente públicos? E, generalizando, grandes cidades modernas, possuem ainda aquela velha dicotomia entre público e privado? Tendo a achar que não.
Nossa cidade é um amontoado de organismos privados, escassos são os ambientes públicos. Raras são nossas oportunidades de vivenciar um ambiente público. Quem não dá pulos de alegria quando avista uma vaga na rua? Sozinha, sem flanelinhas, nem Zona Azul, nem Estapar. Estranha sensação; estamos a tentar resgatar o caráter público da rua (aquela que é tanto minha, quanto sua, quanto nossa).
Parques são raros. Quando os temos, não somos completamente felizes ( ou tranquilos). Algo em nós não nos deixa sermos seres sociais, aqueles que habitam a polis. A razão é porque desconfiamos de todo e qualquer vizinho. A Pólis moderna, local de falcatruas, roubos, corrupção, homicídios nos convida diariamente a duvidar dela.
De certo que este cenário, nos levaria a um pessimismo sem fim. Então proponhamos outra coisa, se a Metrópole nos faz distantes, porque não darmos nós um primeiro passo. Interagir é sentir-se parte. E enxergar é bem diferente de ver. Abrir os olhos para São Paulo é se envolver novamente em seus rumos. E a política nem sempre é democracia formal representativa. Criticar as autoridades, votar com consciência são atos necessários; mas não exclusivos. Proponho, então, tirar fotos no centro da cidade, pegar uma bicicleta e pedalar, andar a pé, comprar picolé e comer na rua, abrir um livro e ler na praça/no ônibus. Ou então, assistir a um espetáculo gratuito, de preferência ao ar livre ( para sentir aquele cheiro de massa humana, sentir-se parte do abarrotado de gente, viver na pólis).
O público e o privado são conceitos filosóficos, mas são também como os encaramos. Podemos ser habitantes de nossos mundos privados ou podemos nos dar a chance de retornarmos a verdadeira pólis.
Pensamento...
Por Mahatma Gandhi
"A terra provê o suficiente para as necessidades de todos os homens, mas não para a voracidade de todos"
"A terra provê o suficiente para as necessidades de todos os homens, mas não para a voracidade de todos"
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Esquerdas à Direita
Por Fábio Zuker
"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana."
Particularmente acho incrível o tom profético desta declaração do Anarquista russo Mikhail Aleksandrovitch Bakunin, que, durante o século XIX, travara, ao lado do francês Proudhon, um forte dialógo crítico com Marx, do quais muitos dizem ter se o velho Karl saído vencedor.
Entretanto, chamo atenção ao texto que, cem anos antes do início da URSS e dos regimes "socialistas" em geral, já prevera seus fracassos.
Costumo conversar com meu pai, nascido na Romenia durane o regime "socialista" de Nicolae Ceausescu, os benefícios do socialismo para a história mundial, para o desenvolvimento do Estado SOCIAL de Direito. Ora, sem as críticas e práticas socialistas não teriamos - muitos dirão que ainda não temos, embora existam capítulos inteiros a eles dedicados na constituição brasileira - garantias básicas como moradia, transporte, educação, saúde... (me lembro quando alguem disse na sala que seria impossível o Brasil ter isto escrito na constituição, pois tratavam-se de ideias de um Estado Socialista, pis é).
Mas meu pai retruca, dizendo as atrocidades cometidas por estes esquerdistas, sejam eles Mao, Stálin (que por acaso perseguia todos que eram contrários ao seu modo de pensar, como Trotsky, o grande ideólogo da Revolução)e Ceausescu, um Drácula humanizado. Então eu, abismado, digo que falar que Stálin era socialista nada mais é do que afirmar que Hitler também o era, por ser o seu partido o Nacional Socialista, inclusive de onde vem a palavra Nazismo, em alemão.
Ademais, lembremos que Marx preconizava a tomada de posse do poder pelo proletáriado, ou seja, deveria existir o capitalismo para haver o proletariado. Na Rússia feudal, instalar um regime socialista consistia num paradoxo: Como por os proletários no poder se não existem proletários, e sim ruralistas?
Não havia a classe operária organizada num sindicato, assim, o tom profético de Bakunin não difcilmente tornar-se-ia realidade. O proletariado, que segundo os preceitos marxistas deveria controlar o poder, nunca o fez, sendo "representado" por Lenin e o Grande Stálin, que de socialista só tinha a carteirinha.
Notemos que Mao cria o Maoísmo, aplicando-o na e devastando a China. Fídel fica décadas no poder, regendo o país a sua maneira, e não, conforme o sábio marx, participando do Partido dos Proletariádos que regeria o país e elegeria seus governantes.
Concluindo, devemos analisar a esquerda com um olhar crítico, mas perceber de fato o que é a esquerda, quais as suas consequências ao atual mundo em que vivemos e salientar se foram estes regimes malfadados do Leste Europeu, da URSS, China e Cuba realmente de esquerda.
Os grupos terroristas árabes dizem-se de esquerda, mas apenas representam o interesse de uma classe dominante, detentora do petróleo que os induz ideologicamente a odiar o ocidente.
Aprendamos o que é a esquerda para dela tirar conclusões imprescindíveis para a perpetuação da vida na Terra, podendo até dizer do próprio Capitalismo - sem Keynes, acusado de comunismo, talvez os EUA nunca tivessem superado a crise de 29.
Não é porque passam a chamar redondo de quadrado que diremos que o futebol é jogado com bolas quadradas.
"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana."
Particularmente acho incrível o tom profético desta declaração do Anarquista russo Mikhail Aleksandrovitch Bakunin, que, durante o século XIX, travara, ao lado do francês Proudhon, um forte dialógo crítico com Marx, do quais muitos dizem ter se o velho Karl saído vencedor.
Entretanto, chamo atenção ao texto que, cem anos antes do início da URSS e dos regimes "socialistas" em geral, já prevera seus fracassos.
Costumo conversar com meu pai, nascido na Romenia durane o regime "socialista" de Nicolae Ceausescu, os benefícios do socialismo para a história mundial, para o desenvolvimento do Estado SOCIAL de Direito. Ora, sem as críticas e práticas socialistas não teriamos - muitos dirão que ainda não temos, embora existam capítulos inteiros a eles dedicados na constituição brasileira - garantias básicas como moradia, transporte, educação, saúde... (me lembro quando alguem disse na sala que seria impossível o Brasil ter isto escrito na constituição, pois tratavam-se de ideias de um Estado Socialista, pis é).
Mas meu pai retruca, dizendo as atrocidades cometidas por estes esquerdistas, sejam eles Mao, Stálin (que por acaso perseguia todos que eram contrários ao seu modo de pensar, como Trotsky, o grande ideólogo da Revolução)e Ceausescu, um Drácula humanizado. Então eu, abismado, digo que falar que Stálin era socialista nada mais é do que afirmar que Hitler também o era, por ser o seu partido o Nacional Socialista, inclusive de onde vem a palavra Nazismo, em alemão.
Ademais, lembremos que Marx preconizava a tomada de posse do poder pelo proletáriado, ou seja, deveria existir o capitalismo para haver o proletariado. Na Rússia feudal, instalar um regime socialista consistia num paradoxo: Como por os proletários no poder se não existem proletários, e sim ruralistas?
Não havia a classe operária organizada num sindicato, assim, o tom profético de Bakunin não difcilmente tornar-se-ia realidade. O proletariado, que segundo os preceitos marxistas deveria controlar o poder, nunca o fez, sendo "representado" por Lenin e o Grande Stálin, que de socialista só tinha a carteirinha.
Notemos que Mao cria o Maoísmo, aplicando-o na e devastando a China. Fídel fica décadas no poder, regendo o país a sua maneira, e não, conforme o sábio marx, participando do Partido dos Proletariádos que regeria o país e elegeria seus governantes.
Concluindo, devemos analisar a esquerda com um olhar crítico, mas perceber de fato o que é a esquerda, quais as suas consequências ao atual mundo em que vivemos e salientar se foram estes regimes malfadados do Leste Europeu, da URSS, China e Cuba realmente de esquerda.
Os grupos terroristas árabes dizem-se de esquerda, mas apenas representam o interesse de uma classe dominante, detentora do petróleo que os induz ideologicamente a odiar o ocidente.
Aprendamos o que é a esquerda para dela tirar conclusões imprescindíveis para a perpetuação da vida na Terra, podendo até dizer do próprio Capitalismo - sem Keynes, acusado de comunismo, talvez os EUA nunca tivessem superado a crise de 29.
Não é porque passam a chamar redondo de quadrado que diremos que o futebol é jogado com bolas quadradas.
sábado, 1 de setembro de 2007
Roubo em ONG para Crianças Carentes
Por Fábio Zuker
O Projeto Espaço Aprendiz,idealizado pelo jornalista de origem judaica Gilberto Dimenstein, sofreu, nesta semana, um ato banal de vandalismo e roubo.
Em consonância com a problemática social contemporânea do país, o Espaço Aprendiz dedicava-se a já tão sabida fórmula de inclusão social, retirando jovens da rua com programas grátis e cursos capacitadores, como teatro, circo, música e baratender. Alcançando inclusive notoriedade e tornando-se um paradigma dentre os inúmeros projetos no Brasil que não surtem efeito.
O ato de se roubar uma instituição beneficiente, voltada inclusive para melhorar a situação de jovens que um dia poderiam cair no mundo do crime, consiste em um ato horrendo, digno de repugnação social e moral. Não obstante, conjuga-se demasiadamente putréfico os atos de vandalismos que seguiram o roubo, como o desenho de suásticas - símbolos nazistas - ofendendo o idealizador do projeto.
Pessoalmente, penso qual o grau de instrução dos criminosos que participaram desta bárbarie, ou, para ser ainda mais explicito, qual o grau de necessidade de realmente praticar tais furtos. Ora, constitui-se fato notável que grupos neo-nazistas pregam o extermínio de todas aqueles que não se encaixam na raça ariana, como negros nordestinos, judeus e pobres.
Os pertencentes a tais grupos, sejam eles principalmente jovens de classe média,poderiam muito bem ter sido os autores deste ato de vandalismo, dado que dificilmente os ladrões que teriam-se dispostos a fazê-lo não se preocupariam com questões ideológicas nazistas.
Simplificando, não existe lógica nestes dois atos, o roubo, e a pixação nazista, terem sido praticados por um grupo interessado unicamente nos materiais roubados. Mas há lógica sim, terem sido praticados por grupos neo-nazistas.
A mim, tudo me leva a crer que este ato não foi realizado por pessoas que realmente necessitavam roubar os materiais, mas por seres humanos, se é que assim podemos chamá-los, que dignaram-se a cumprir uma ideologia deturpada e humanamente repugnante.
Nota de esclarecimento: tenho plena consciencia de que posso estar errado, esta é apenas uma suposição que passou pela minha cabeça e gostaria de compartilhá-la
O Projeto Espaço Aprendiz,idealizado pelo jornalista de origem judaica Gilberto Dimenstein, sofreu, nesta semana, um ato banal de vandalismo e roubo.
Em consonância com a problemática social contemporânea do país, o Espaço Aprendiz dedicava-se a já tão sabida fórmula de inclusão social, retirando jovens da rua com programas grátis e cursos capacitadores, como teatro, circo, música e baratender. Alcançando inclusive notoriedade e tornando-se um paradigma dentre os inúmeros projetos no Brasil que não surtem efeito.
O ato de se roubar uma instituição beneficiente, voltada inclusive para melhorar a situação de jovens que um dia poderiam cair no mundo do crime, consiste em um ato horrendo, digno de repugnação social e moral. Não obstante, conjuga-se demasiadamente putréfico os atos de vandalismos que seguiram o roubo, como o desenho de suásticas - símbolos nazistas - ofendendo o idealizador do projeto.
Pessoalmente, penso qual o grau de instrução dos criminosos que participaram desta bárbarie, ou, para ser ainda mais explicito, qual o grau de necessidade de realmente praticar tais furtos. Ora, constitui-se fato notável que grupos neo-nazistas pregam o extermínio de todas aqueles que não se encaixam na raça ariana, como negros nordestinos, judeus e pobres.
Os pertencentes a tais grupos, sejam eles principalmente jovens de classe média,poderiam muito bem ter sido os autores deste ato de vandalismo, dado que dificilmente os ladrões que teriam-se dispostos a fazê-lo não se preocupariam com questões ideológicas nazistas.
Simplificando, não existe lógica nestes dois atos, o roubo, e a pixação nazista, terem sido praticados por um grupo interessado unicamente nos materiais roubados. Mas há lógica sim, terem sido praticados por grupos neo-nazistas.
A mim, tudo me leva a crer que este ato não foi realizado por pessoas que realmente necessitavam roubar os materiais, mas por seres humanos, se é que assim podemos chamá-los, que dignaram-se a cumprir uma ideologia deturpada e humanamente repugnante.
Nota de esclarecimento: tenho plena consciencia de que posso estar errado, esta é apenas uma suposição que passou pela minha cabeça e gostaria de compartilhá-la
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